Tuesday, October 24, 2006

Sexy in the city - Barcelona Edition (episode I)

Daisy e Sony na Plaza Reial em Barcelona

Depois do traumático rompimento com Mark, Daisy resolve ir com suas amigas para o Velho Mundo. O destino: Barcelona.
Sedenta por uma vida de aventuras, glamour, arte, romance e compras, muitas compras Daisy logo se adapta a movida barceloneta e torna-se figura freqüente nos clubs badalados da Plaza Reial, reduto de viajantes e pessoas descoladas. Muito romântica, Daisy foi presa fácil para Sony, um fotógrafo australiano renomado, que estava de passagem pela Cataluña. Foi uma paixão arrebatadora, mas de um fim abrupto. De personalidade livre e excêntrica, logo Sony começou a se mostrar frio e distante, partindo o coração da frágil Daisy. Com o apoio de Vicky e Kitty, Daisy recuperou-se de mais um golpe do destino após incontáveis visitas à Zara, Mango, Sfera, Él Corte Inglés e algumas chocolaterias locais. Então, em uma noite fria, num pequeno bistrô cerca de Las Ramblas, ela conheceu Jean Piérre, um chef de cuisine sedutor que lhe introduziu aos prazeres da culinária francesa.

Monday, October 23, 2006

O Homem-Cuco da Minha Rua


Há exatos dez meses uma cena se repete. Todas as segundas e sextas-feiras na volta da academia sou abordada por um homem que me pede as horas. Da primeira vez que isso aconteceu respondi amavelmente: são 9h45mim. E ele repetiu como se tentasse processar a informação. Desde então tenho topado com ele e é sempre a mesma lenga-lenga. De início não me incomodava, mas passados uns dois meses ininterruptos, comecei a me rebelar - gente, é muito chato fornecer a hora pra quem se sabe não estar com pressa, nem ter nada pra fazer. Um dia, depois de ter sido indagada por ele, o vi repetindo o mesmo com uma senhora, e eu como nem gosto de botá conversa fora apressei o passo pra ver o que ela ia me dizer, não deu outra. Me olhou com cara de riso e disse: ai esse cara sempre faz isso, às vezes lhe digo que não tenho relógio, coitado, é bem zureta! Então comecei a tomar umas medidas preventivas para refutar o homem-cuco. Virava a cara, escondia o relógio debaixo da manga - não adiantava, o homem-cuco tem visão de raio 'x' e estava determinado a arrancar-me a hora a todo custo. Depois de muito resistir, cheguei a duas conclusões a respeito. A primeira: o homem-cuco é muito útil, ele me ajuda a controlar o tempo que eu tenho disponível, porque dependendo em que altura da rua nos encontramos eu sei se estou atrasada ou não, se mais no início tenho que me apressar, se mais no final, tá tudo tranqüilex. A segunda: a obsessão daquele transeunte é também seu prazer, que direito eu tenho de privá-lo disso? Agora somos interdependentes, ele precisa que eu lhe forneça o que o relógio diz e eu preciso encontrá-lo para me orientar nas manhãs de malhação. Se o homem-cuco desaparecesse não sei o que seria de mim!

Os seres humanos não são 'maus'

Se nada mais me interessasse nas tradições orientais, principalmente no budismo, ainda me encantaria o respeito que elas têm por todos os seres. Não só pelos seres humanos, acrescente-se (e mesmo isso hoje em dia também é difícil no Ocidente), mas por cada forma de vida existente. Todos os seres, de um homem a uma formiga, são manifestações de vida preciosas e únicas em si mesma. Todos os seres têm o direito incontestável e sagrado de não serem perturbados por ninguém no seu belo trajeto pela existência.

Por isso me aborrece e me cansa a presunção ocidental, de acreditar que o ser humano é 'especial', como se os outros animais fossem inferiores. A única coisa que realmente me parece digna de consideração nos seres humanos não é a racionalidade (até porque seguindo uma linha de elocubração estritamente racional, somos capazes de conclusões absurdas, e até monstruosas) mas a empatia.
Empatia é a capacidade de se colocar no lugar dos outros e determinar-se conforme as impressões daí advindas. Mais respeito e admiração eu tenho por um ser quanto mais empatia ele possui pelos outros: admiro e respeito quem se coloca no lugar dos outros seres humanos, mas admiro ainda mais quem consegue se colocar no lugar de todos os seres, inclusive animais. A empatia (e talvez o termo tibetano 'maha-karuna', que se traduz comumente por 'grande compaixão', seria melhor compreendido se traduzido por 'grande empatia') não é apenas um sentimento 'bonito', mas uma conseqüência de uma lucidez vital: quanto mais desenvolvidos e maduros somos, mais temos capacidade de desenvolver empatia, pois esse sentimento exige um elevado grau de abstração, de imaginação ativa, para ponderar como é 'estar nos sapatos de outra pessoa'.

Essa baboseira é por que hoje à tarde fui 'vítima' (que palavra apropriada!) de um acesso de fúria contra o filho de minha personal trainner, pois ele adotou um cachorrinho e, uma semana depois, após o bichinho criar um laço de afeição por ele, decidiu livrar-se do pequeno animal como se fosse um objeto incômodo. Quando pequeno, não li todo o "Pequeno Príncipe", mas realmente sempre me impressionou a lição de que 'somos totalmente responsáveis por aquilo que cativamos'.

Mas, após alguns minuto, percebi o quão boba e inútil era minha raiva. Na verdade, a raiva era porque no fundo eu imaginava que aquele rapaz era 'mau' - ou seja conscientemente indiferente. Tolice. Ele era, de certa forma, 'cego'. Ou melhor, ainda não tinha amadurecido o suficiente, ainda estava perdido demais em seus medos, desejos e auto-ilusões, para ser capaz de aprender a abstrair-se de seu individualismo e, na conquista de uma maior lucidez, estender sua imaginação e seus sentimentos sobre a vida de outros seres.

Então, voltando a uma questão posta por uma amiga há alguns dias, o seres humanos não são 'maus'. Isso, de novo, é bobagem ocidental: os 'chatos' orientais (porque será que "perdem tempo" falando da vida de uma formiga?), ao invés de falarem de 'bem' e 'mau' preferem falar em diversos graus de 'incompreensão'. Os seres humanos, em diversos graus, estão perdidos. E quanto mais perdidos estamos, mais capacidade temos de machucar aos outros, inclusive sem perceber a extensão da dor que infligimos.

Me lembro de como, com 15 anos, torturei uma pequena lagartixa com um estilete, provocando nela uma hemorragia. Fiz isso, mesmo sabendo no fundo de mim que não era o estilo de coisa de que gostava, a fim de provar para outros dois garotos que eu era 'durão', e podia participar de sua turma. No fundo, feri um outro ser devido a meu medo de ser rejeitado, por minha insegurança e pelo desejo voraz de ser aceito pelas pessoas, de encontrar meu lugar, meu lar. Quanto mais perdidos, tanto mais imaturos e indiferente somos.

Assim, na verdade, ao pensar no filho da minha 'personal', comecei a sentir um pouco de respeitosa comiseração por ele, pois talvez um dia ele atinja um grau de percepção e maturidade capaz de lhe propiciar o quadro total de quantos seres irresponsavelmente ele machucou no decorrer de sua vida - e, dentre todos, talvez ele notará que sua maior vítima foi ele mesmo - sim, porque a capacidade de ferir os outros advém do quanto estamos enredados por medos e desejos desesperados que, em última instância, nos machucam também e fazem de nossa vida uma confusão.

Isso pode soar como um pouco presunçoso e arrogante: eu, o 'lúcido' bonzinho; ele, o 'perdido' imaturo. Mas pensar assim seria esquecer que certamente sou muito imaturo em inúmeros outros aspectos da vida nos quais ele é mais lúcido e 'adulto' que eu (e nesse momento fico assombrado só de pensar o quão estou perdido em muitas coisas em que todo mundo ao meu redor já 'se achou', e nem sou capaz de perceber!). Fazer, mesmo inconscientemente, da falta de empatia dos outros uma forma de se auto-vangloriar pela sua caridade e bondade é uma inversão canhestra e fanática da humildade, advinda do conveniente esquecimento de que, em outras facetas de nossas vidas, estamos miseravelmente mais 'cegos' que os outros (inclusive, nossa caridade e bondade pode ser até uma forma de escapar desses outros aspectos, se nos iludir).

No final de tudo isso, eu já não sabia quem mais era digno de minha preocupação: se o cachorrinho prestes a ser abandonado, se o filho de minha 'personal trainner' (perdido em seus sonhos e medos), ou se eu mesmo! Por outro lado senti em meu coração uma satisfação tão grande em ser capaz de lidar com minha raiva, preocupar-me com os demais, e ao mesmo tempo perceber minha pequenez e o quanto ainda tenho que crescer, que não pude deixar de imaginar se essa satisfação não é o gosto de uma genuína felicidade.

Uma câmera na mão, uma idéia na cabeça e umas bizarrices na tela!!

Alguém viu as estréias do Telecine Cult nesse final de semana?
Sem sombra de dúvida foram os filmes mais bizarros que eu já vi nos últimos tempos.
Sábado - 21/10/2006 - 22h
Wild Side (2004), de Sébastien Lifshitz
O filme começa com um nu - inclusive, ou principalmente, frontal - de um travesti (transsexual, para ser mais exata). Bastante ilustrativo, to say the least!! Depois a história evolui e mais personagens estranhos vão surgindo. Há um triângulo amoroso esquisitíssimo. Não, você não está tendo alucinações, muitos dos travestis do filme falam português! O filme é francês (sem preconceito, mas isso já diz alguma coisa sobre ele!). Interessante, mas não é imperdível.
Domingo - 22/10/2006 - 22h
Oldboy(2003), de Park Chan-uk
Não, não é um daqueles filmes orientais intermináveis sobre a vida da formiga. Tampouco se enquadra no gênero pancadaria. É muito mais inteligente e bizarro do que isto. De modo bem compacto (para não estragar a surpresa), o filme trata de um homem que ficou aprisionado num quarto por 15 anos sem saber o porquê. Livre o cara parte em busca de vingança e descobre que o buraco é bem mais embaixo.
É o primeiro filme coreano que assisto, e não se saiu nada mal! Vale conferir!
E aí, vai encarar??

The Golden Shower ritual


Golden shower on the way!
Mesmo a apenas uma hora e vinte minutos de uma reunião que promete espirrar em todo mundo eu não consigo controlar meus ímpetos e sigo colocando o meu pescoço em risco escrevendo mais um post. Que fazer? Reprimir a minha arte? Hehehe.
Eu até já vejo a cena: Um monte de marmanjos com cara de criança que fez coisa errada, ficando vermelhos a cada menção a e-mails, horas na internet, novell, psi e outras atividades pouco relacionadas com o trabalho. Os figurantes balançam a cabeça, ensaiam olhares do tipo "que absurdo", "nunca mais farei isso" e após alguns minutos, voltamos gotejantes para os nossos lugares. O mais patético de tudo é que passado o pânico inicial (ninguém foi apontado nominalmente, ufa!!) tudo lentamente volta ao 'normal'. O efeito golden shower tem curtíssima duração, cerca de uma semana - em casos extremos!
De qualquer sorte o ritual se repete ano a ano, pelo menos uma vez e geralmente nessa época. É um momento nostálgico e lúdico em que todos voltamos a ser crianças. Crianças malcriadas e sapecas, mas qual é a graça de ser criança se a gente não pode fazer travessuras??

As Lingüiças - Parte II


Ela sempre teve uma estranha predileção pelos próprios pés. Não que fossem belos. Ao contrário, eles eram mais magros e tinham veias mais aparentes do que seria desejável. Nenhuma imperfeição, porém, diminuía o prazer com que ela os livrava das meias e os trazia para junto do corpo, assim que se sentava numa cadeira confortável. Conhecia tão bem cada saliência e reentrância, que nenhuma alteração epidérmica passava-lhe despercebida. Assim, logo notou quando um pequeno edema formou-se na sola de seu pé. Curiosa, ela acompanhou o processo sem em nada interferir. Em dois dias, o edema perdeu a cor rosada e tornou-se uma aspereza plana. Foi só ao final do terceiro dia, enquanto massageava os pés com um ungüento perfumado, que descobriu o que se estivera preparando para ganhar a luz. A semente havia germinado: um alvíssimo broto de cordão erguia-se bem no centro de seu pé esquerdo. Ela decidiu não levar ao conhecimento de nenhum médico o que havia acontecido. Ao ineditismo do fato, a clamar por explicação, ela sobrepôs a alegria de ser a portadora de um segredo que a distinguia das outras jovens que conhecia. À medida que ele se tornava mais longo, aprendeu a lidar com o cordão. Para acomodá-lo com conforto, deixou de lado os vistosos tamancos de madeira que costumava usar, trocando-os por sapatilhas feitas de tecido macio e colorido. Quando o cordão tornou-se tão longo, que passou a ser impossível escondê-lo dentro do calçado, ela descobriu que podia cortá-lo, e o processo revelou-se menos doloroso do que o de aparar as unhas. Os anos passaram sem que ela jamais se traísse: a ninguém deu a conhecer o fio que espiralava do seu pé esquerdo, cuidadosamente preservando-o de qualquer exposição.

Sunday, October 22, 2006

Bah, na mosca!


"Don't worry too much about that decision you know you have to make eventually. It turns out that you can wait longer than you think, and it's a good time to just sit back and enjoy the ambiguity." (Horóscopo Yahoo)

Uma daquelas frases genéricas, mas que encaixam na vida da gente de um modo tão perfeito que chega a ser assustador! Então eu sento e espero, pelo quê? por quem? Não sei, mas será que isso importa realmente? Como diria o meu querido Woody Allen:

"If you want to make God laugh, tell him your future plans."

E tenho dito!
Bom findi, crianças!!
xx

Saturday, October 21, 2006

Infernizando


"O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço."
(Italo Calvino in As cidades invisíveis)

Friday, October 20, 2006

Reencontros


Ontem reencontrei depois de muitos anos uma amiga dos tempos de colégio. O nosso reencontro estava marcado desde a semana passada e me despertou uma série de sentimentos e expectativas.
Será que ela mudou? Será que vai ser a mesma coisa?
Apesar de termos vindo para Porto Alegre juntas e de nos termos visto com certa freqüencia durante a faculdade, a lembrança que eu tinha dela era de uma guria sapeca, de cabelão crespo, comprido, de camisetão, calça rasgada e tênis. Linda, mas de uma beleza infantil, quase angelical. Qual não foi a minha surpresa ao ver uma mulher linda, ruiva, de salto alto e blazer estender os braços em minha direção e dizer "Dé! Sabia que não ias me reconhecer!" E não ia mesmo. Eu também não era a mesma, apesar de fisicamente não ter mudado muito. As minhas mudanças foram mais internas do que externas.
Foi um reencontro abençoado, maravilhoso. Falamos de tudo, da nossa vida, dos nossos relacionamentos, trabalhos, ambições, frustrações, velhos amigos, tratamentos de beleza, livros , família e prometemos nos nos perder mais de vista. Espero mesmo que não.
Depois de três horas de tagarelice a jornalista e a funcionária pública resolveram tirar uma foto para não esquecer daquele dia e então outro reencontro aconteceu...com a Dé e a Nessa, as gurias do colégio. Olha só:

Da série: Natal - Haja saco!!


Natal em outubro? Bem queridos, eu também acho cedo para falar no assunto, mas é assim que as coisas funcionam, se já começaram a decorar o shopping e se já começaram a vender árvores e enfeites é sinal que tá na hora de começar a se coçar para comprar os presentes! Ohohohoho!! Até porque não tem coisa mais horrorosa que deixar para comprar presentes de Natal de última hora. Nunca se acha o que se quer e quando se acha tem que disputar a tapas e cotoveladas. O mau humor é elevado à décima potência bem como os preços e o espírito de Natal acaba indo pro saco!
Falando em saco, como eu sei que existem mais pessoas no mundo como eu (totalmente desprovidas de imaginação para comprar presentes e que se desesperam todas as vezes que tem de fazê-lo) aproveito a oportunidade para publicar aqui a minha lista de sugestões de presente de Natal para amigos secretos e declarados, parentes, puxa-sacos, enfim...todo mundo (assim não tem risco de errar)!!

1. DVD do filme O fabuloso destino de Amelie Poulan;
2. DVD do fime Zelig de Woody Allen;
3. qualquer um dos três livros do Woddy Allen (tem no site Amazon.com);
4. uma camiseta com uma estampa bem fashion e bacana;
6. humm, sei lá o quê mais...há tantas possibilidades...
P.S. Recomendo às lingüiças que sigam o meu exemplo (just in case) ; )

As Lingüiças - Parte I


A história das lingüiças começou mais ou menos assim. Certo dia, depois do banho matinal, a jovem descobriu que, no alto de sua cabeça, emaranhado entre fios de seu cabelo, havia um cordão. Intrigada, ela imaginou que fosse alguma brincadeira de seu noivo ou de sua irmã, conhecidíssima por idealizar já na infância um engenhoso sistema de canalização de suco de frutas. Fosse como fosse, resolveu livrar-se do cordão, pois não combinava nada com suas longas melenas. Primeiro, tentou a tesoura, mas ela revelou-se inadequada: uma parte do fio, mais próxima do couro cabeludo, insistia em continuar lá. Então, lembrando-se daqueles pêlos que nascem nos lugares mais indesejáveis, procurou a sua pinça no fundo da gaveta. Num movimento rápido, conseguiu arrancar o cordãozinho a partir da base. E partiu faceira para mais um dia de trabalho. Alguns dias depois, contudo, o alto da cabeça começou a coçar dum jeito tal, que nenhum anticaspa conseguiu dar conta. A jovem, desesperada, plantou-se diante do espelho e, não sem espanto, descobriu que ele, o cordãozinho, havia crescido. Logo, ela descobriu que tantas vezes quantas o cortasse, tantas ele voltava a crescer, firme e áspero como era da sua natureza. No início, ela quis disfarçar. Comprou um tubo de tintura de cabelo, mas não teve muito sucesso. O cordão não absorvia direito a tinta e, como resultado, destacava-se no meio dos fios ainda mais louros que o normal. Pensando nos tempos do colégio, tentou colori-lo usando canetas hidrocor, mas o resultado foi igualmente sofrível. Por fim, nada mais podendo fazer, a jovem resolveu aceitar o fardo que o destino lhe impingira e, desde então, enfeitado de conchas e pequenas flores, ele virou um tererê balouçante entre seus cachos.

Thursday, October 19, 2006

Da série: Meus Ídalos (por Deni)

Se é certa a teoria de que as mulheres querem um Bozo na sua vida, no meu caso o Bozo seria Woddy Allen. Ele é feio, baixinho e neurótico, mas eu casaria com ele, sem sombra de dúvida! Inteligência e senso de humor refinado: essa é a síntese desse cara.
Aí vai uma palhinha dum dos três livros que ele escreveu:
My apology

Socrates chose to die, rather than abandon his principles. Allen, who admires his courage in the face of death, has often tried to put himself in the great philosophers sandals. But, no matter how often he does, he immediately winds up dozing off, always having the same dream. And the play begins.Allen is locked up in a prison cell and has been condemned to death, in the exact position of Socrates. His philosophers friends visits him . At first, Allen is very wise and calm. But as he realises that he really is going to die, he panics. And, rather than die, he is willing to abandon his principles.
Allen: Right... right... (Suddenly dropping all pretense of courage) Look, I’m going to level with you - I don’t want to go! I’m too young!
Agathon: But this is your chance to die for the truth!
Allen: Don’t misunderstand me. I’m all for truth. On the other hand I have a lunch date in Sparta next week and I’d hate to miss it. It’s my turn to buy. You know these Spartans, they fight so easily.
Simmans: Is our wisest philosopher a coward?
Allen: I’m not a coward, and I’m not a hero. I’m somewhere in the middle.
Simmans: A cringing vermin.
Allen: That’s approximately the spot.
Agathon: But it was you that proved that death doesn’t exist.
Allen: Hey, listen - I’ve proved a lot of things. That’s how I pay my rent. Theories and little observations. A puckish remark now and then. Occasional maxims. It beats picking olives, but let’s not get carried away.
Agathon: But you have proved many times that the soul is immortal.
Allen: And it is! On paper. See, that’s the thing about philosophy - it’s not all that functional once you get out of class.
Simmans: And the eternal "forms"? You said each thing always did exist and always will exist.
Allen: I was talking mostly about heavy objects. A statue or something. With people it’s a lot different.
Agathon: But all that talk about death being the same as sleep.
Allen: Yes, but the difference is that when you’re dead and somebody yells, "Everybody up, it’s morning," it’s very hard to find your slippers.

(from Side Effects, by Woody Allen)

Wednesday, October 18, 2006

Motivos para assaltar um banco, parte 1


Caro colega de trabalho, se você, como eu, está começando a suspeitar que o PCS foi, de mãos dadas com Godot, dar uma mãosinha ao Rei Dom Sebastião na Batalha de Alcácer-Quibir, e enquanto eles não voltam os produtos de seus sonhos de consumo resolveram ficar aqui, desfilando na sua frente como a Marilyn Monroe levantando a saia para o vizinho tarado em "O Pecado Mora ao Lado", seus problemas acabaram! Há todo um caminho à margem da lei a ser percorrido! Você pode começar com algo simples, como um assalto à banco, ou ir para algo mais complicado, como se candidatar a Deputado e participar do próximo conluio de improbidade administrativa!
Mas, se você ainda está na dúvida, meio temeroso, tímido, acanhado, vou começar a postar aos poucos alguns belos motivos para decidir-se de uma vez por todas.
Sim, é pura ambição consumerista patrimonial materialista capitalista ordinária, reconheço. Mas ah, como é bão!


Tuesday, October 17, 2006

Coceira nos Euros: Óbidos, Portugal


A dica é especial para amendokrem, que, nas próximas férias, deve ter como destino a Península Ibérica, mas vale também para aqueles que, em qualquer data, desejem conhecer a terrinha de Cabral. Óbidos é um destino bem conhecido dentro de Portugal: a maior parte das pessoas que se dispõe a conhecer algo além de Porto e Lisboa, as maiores cidades do país, dirigem-se para lá. A pequena cidade, protegida pela muralha de um castelo, faz jus ao número de visitantes. É impossível resistir ao encanto das ruas tortuosas e das casas de portas e janelas coloridas. Estive lá faz já algum tempo, mas ainda me lembro da sensação de caminhar pela cidade numa manhã fresca e ensolarada do final de inverno. Eu e meus amigos havíamos pernoitado numa casa de família. Limpíssima e repleta de fotografias, era algo assim como uma idealizada casa de vovó. A dona, uma viúva de abraço fofo e sorriso aberto, fez questão de nos presentear com um saco de maçãs antes de irmos embora. No auge da baixa temporada, com o espaço vazio de outros turistas, percorrer aquelas ruas era como escapar do tempo, uma saudade de não sei o que tomando conta de mim. Em outros vilarejos antigos, quis experimentar algo que senti lá. Na maior parte das vezes, porém, acabei decepcionada: é como se, apesar da arquitetura preservada de outros tempos, faltasse a elas uma verossimilhança que encontrei em poucas além de Óbidos. Lembro-me de ter pensado, enquanto estava lá e nem suspeitava que iria conhecê-lo, que aquele era exatamente o tipo de lugar onde eu gostaria de passear de mãos dadas com o meu amor.

Futuros Promissores


E vejam só, quem diria que, ao crescer, ele se tornaria dono da maior indústria de Pneus do mundo!

CHINELAGEM! Dando uma chinelada...

Só prá você que não é nem bonzinho, nem politicamente correto...

BLOODHOUND GANG LYRICS
The Bad Touch"Ha-Ha! Well now, we call this the act of matingBut there are several other very important differencesBetween human beings and animals that you should know about
I'd appreciate your input
Sweat baby sweat baby sex is a Texas drought
Me and you do the kind of stuff that only Prince would sing about
So put your hands down my pants and I'll bet you'll feel nuts
Yes I'm Siskel, yes I'm Ebert and you're getting two thumbs up
You've had enough of two-hand touch you want it rough you're out of bounds
I want you smothered want you covered like my Waffle House hashbrowns
Come quicker than FedEx never reach an apex just like Coca-Cola stock you are inclined
To make me rise an hour early just like Daylight Savings Time
Do it now
You and me baby ain't nothin' but mammals
So let's do it like they do on the Discovery Channel
Do it again now
You and me baby ain't nothin' but mammals
So let's do it like they do on the Discovery Channel
Gettin' horny now
Love the kind you clean up with a mop and bucket
Like the lost catacombs of Egypt only God knows where we stuck it
Hieroglyphics?
Let me be Pacific I wanna be down in your South Seas
But I got this notion that the motion of your ocean means "Small Craft Advisory"
So if I capsize on your thighs high tide, B-5 you sunk my battleship
Please turn me on I'm Mister Coffee with an automatic drip
So show me yours I'll show you mine "Tool Time" you'll Lovett just like Lyle
And then we'll do it doggy style so we can both watch "X-Files"
Do it now
You and me baby ain't nothin' but mammals
So let's do it like they do on the Discovery Channel
Do it again nowYou and me baby ain't nothin' but mammals
So let's do it like they do on the Discovery Channel
Gettin' horny now
You and me baby ain't nothin' but mammals
So let's do it like they do on the Discovery Channel
Do it again nowYou and me baby ain't nothin' but mammals
So let's do it like they do on the Discovery Channel
Do it nowYou and me baby ain't nothin' but mammals
So let's do it like they do on the Discovery Channel
Do it again now
You and me baby ain't nothin' but mammals
So let's do it like they do on the Discovery Channel
Gettin' horny now

2 anos e 6 meses de namoro!!!


Ontem fizemos 2 anos e 6 meses de namoro. Tentei fazer esse desenho lá em casa, mas só hoje consegui. Vivi, te amo demais! A sua doçura faz qualquer malvadinho ficar bonzinho por um dia.

Monday, October 16, 2006

É um pássaro? É um avião?



Não! É a Super X!!!
Para os que ainda não tiveram o prazer de ser apresentados a esta super-heroína, aí vai sua biografia não-autorizada.
Super-X é a filha bastarda de Egodzila e Mulher-Maravilha. Teve uma infância difícil, abandonada pelos pais, foi criada por freiras num colégio interno linha-dura. Tida como o patinho-feio da classe, era constantemente ridicularizada por seus coleguinhas, desenvolvendo uma personalidade violenta e vingativa.
Nos primeiros anos de sua conturbada adolescência, experimentou as primeiras manifestações de seus super-poderes, inocente e vítima de uma sociedade repressora, tornou-se presa fácil do temível Super-Ego que durante anos manteve nossa heroína sob cativeiro.
Atormentada por estranhas visões e enclauasurada, ela pouco acreditava nos poderes que lhe foram confiados. Contudo, durante o equinócio de inverno, quando completou 25 anos, Super -X recebeu uma revelação do plano astral que alterou o rumo de sua existência. Desse dia em diante passou a preparar-se para aquela que seria a luta definitiva contra o terrível Super-Ego. De personalidade obstinada e disciplinada, Super-X não se deixou abater pelas zombarias de seus colegas de calabouço. Confiante no que o plano astral lhe revelara, Super-X finalmente lançou-se contra Super-Ego. A luta foi brutal, mas Super-X aniquilou o inimigo, reduzido-o a pó-de-mico. Desde então, nossa heroína tem sido vista bela e esvoaçante pelos céus de todo o globo terrestre, desempenhando com graça e desenvoltura, missões da maior importância, derrotando vilões como a Modéstia, o Mau Gosto e a Insegurança.

Lista de Desejos


Companheiros blogueiros, resolvi escrever uma lista de meus desejos para a semana que se inicia. Antes de enumerá-los, porém, quero explicar que não faço isso por me considerar a manda-chuva do pedaço ou queira dar uma de durona. É só que conheço o potencial de vocês, um verdadeiro dream team, e o quão longe podem chegar.
1 - Hugh, eu sei que sou uma mulher comprometida, mas, por favor, não me negue isto. Eu apreciaria tanto que mostrasse aquele lado bonzinho que você esconde atrás de suas malvadezas...
2 - Deni, minha dona Benta, você bem poderia preparar um quitute gostosim pro nosso café da manhã na repartição.
3 - Amendokrem, não se assuste: não vou pedir pra você descascar uma bergamota ou coçar meu dedão. Ai, minha manteiguinha de amendoim, precisaria muito é que voltasse a escrever uma daquelas lindas mensagens cor-de-rosa!
Com jeitinho consegue-se quase tudo nesta vida.

Sunday, October 15, 2006

Ah! A vida é linda...toda azul com bolinhas cor-de-rosa!!!


"If I could kiss you now, I´d kiss you now again and again till I don´t know where I begin and where you end..."
Bonito, né? É um pedacinho duma música do Moby. Surpreso de achar tanta beleza e poesia na música eletrônica? É, mas a vida é assim, surpreendente e cheia de beleza...
Porto Alegre. 17:25. Dia chuvoso. Nada de bom na NET (o único filme bom eu já vi - Quanto mais quente melhor). Nada para fazer. Só eu e meus pais em casa. Alguns meses atrás eu estaria tentando cortar os pulsos com uma faca de serrinha (daquelas de churrasco, vai me dizer que não sabe qual é?). Pois bem, hoje eu tô me sentindo excepcional, tô com um sorriso de orelha a orelha, escutando Moby e achando beleza em coisas banais como nas árvores da minha rua, em cenas cotidianas de pessoas totalmente anônimas nas ruas. Vibrei por abrir um livro novo sentada na grama na Redenção. Fiquei feliz de sentir o vento no meu rosto e de olhar para o céu noite passada. Não, não tô chapada. Tô feliz e como eu descobri que felicidade e beleza podem estar nos lugares onde menos se espera (e se procura)...eu resolvi escrever esse post. Um post sério encravado no meio de um monte de bobagens, bobagens que, diga-se de passagem, abrem um sorriso em quem as escreve e em quem as lê...ah, bom domingo, meus amores!!